Maria Catita
— desde 2014 —

A criação de uma sociedade equilibrada passa por aproveitar as valências de cada membro enquanto se providencia qualidade de vida a todos. Eis o perfeito reflexo do modelo de gestão que impera na Maria Catita, uma restaurante de comida tradicional portuguesa. Fundada em 2014, na rua dos Bacalhoeiros, no número 30, em Lisboa, por José Marques, Júlio César e Denis Rubim, esta é uma casa que tem efetuado transformações significativas na dinâmica da rua onde se insere, assim como nas vidas que quem a ajudou a construir. José trabalhou vários anos como arquiteto e foi a escolha imediata para traçar o layout do estabelecimento, numa fase em que ainda se discutia o conceito do negócio. O facto de ter estado quase exclusivamente ligado à arquitetura para restauração a partir de 1999, dava-lhe uma visão ainda mais assertiva para traçar o espaço ideal. Deniz, por seu lado, tinha vasta experiência na área de gestão e administração e Júlio já tinha passado por algumas das melhores cozinhas do país. Uma excelente fusão, pautada, nas palavras de José, por uma democracia perfeita.

O local que viu a Maria Catita florescer tem também uma história. O edifício foi construído em 1855 e foi, inicialmente, um armazém de bacalhau que comercializava produtos variados. Mais tarde, transformou-se numa clínica de primeiros socorros da Tranquilidade. As obras para dar vida à Maria Catita foram extensas e deram azo a algumas curiosidades, como a origem do ferro dos pilares - a mesma do Titanic. O esforço de oito meses valeu a pena. O restaurante apresenta-se, hoje em dia, como um local onde se pode apreciar uma das melhores cataplanas do país, assim como o arroz de marisco e pratos de bacalhau. Pecado seria não falar também na aposta em pratos típicos açorianos, nomeadamente o polvo à moda dos Açores, atum assado no forno com batata doce, carne de porco em vinho de alhos e bife da vazia à Micaelense, que continuam a trazer clientes fiéis ao estabelecimento.

Como qualquer outra casa, o arranque necessitou de muito suor e lágrimas. Manteve, porém uma equipa constante e dedicada, pronta a servir uma clientela composta essencialmente por visitantes da bela cidade de Lisboa e trabalhadores locais. O restaurante aposta indubitavelmente na qualidade, mas continua a servir diárias acessíveis. E como esta aposta não é apenas uma declaração de intenções, os sócios da Maria Catita fazem questão de provar os pratos diariamente para assegurá-la.

O restaurante tem o salão preenchido aos almoços e jantares, portanto aconselha-se reserva. Quem tem o privilégio de morar em Lisboa não se faz rogado em visitar este excelente estabelecimento para degustar a exímia cozinha tradicional portuguesa. Venha também provar os pratos catitas desta Maria.  
Maria Catita

 

2018-06-20T14:49:07+00:00